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Oferendas e ebós para Ogum

O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

Tipos de ebòs existentes

Èbó Etutu: sacrifício propiciatório de purificação para os falecidos ou um Orisa no
período de iniciação. (carregado de elementos)
Èbó Iyònu: Sacrifício para transformar a Raiva, Ódio em Afeição ou obter os favores
de um Orisa ou Ancestral.
Èbó Opinodu: Sacrifício de alinhamento do Ori com o Odu pessoal. Ebori; Sacrifício para Ori e o Orisha auxiliar.
Èbó Eledá: Sacrificio de alinha mento e conexão direta com Deus (criador).
Èbó Alafia: Oferecimento de tranqüilidade.


Èbó Omisi: Banho de Expurgação com elementos adequados.
Èbó Omi-Eró: Banho propiciatório de apaziguamento.
Èbó Idamewa: Oferecimento de dízimos ou beneficência (voluntaria), também inclui comidas e banquetes.
Èbó Itasile: Oferecimentos com petições e libações cerimoniais para os Orisa ou Eegun
Èbó Ópé: Oferecimento de Ações de Graças ou Agradecimento com toques de Ilú (tambores), oferendas de Adimu’s e festividade para Ori/Orisha.
Èbó Oresisun ou Sisun: Sacrifício ao fogo. A destruição do sacrifício por fogo constitui a separação de um estado passado para uma dimensão futura.
Èbó Fifí: Sacrifício às ondas. Situação semelhante ao prévio com o elemento Água.
Èbó Ese: Sacrifício para quem cometeu um pecado, quer dizer desobediências, quebra de tabu.
Èbó Eni: Sacrifício de esteira.
Èbó Ate, Ebo katerun ou Ebo Atepon: Ebo realizado somente pelo Awo de orunmila.
Èbó Epile: Sacrifício de fundação, na finalidade de estruturar um Ile Ifá/Orisa, uma casa residencial ou comercio.
Èbó Todara: Sacrifício bem elaborado de forma bem arrumada e ornamentada, muito bonito e agradável aos olhos, para fins de abundancia e sucesso.
Èbó P’ajé: Sacrifício específico para neutralizar Bruxaria agressiva, Feitiços de amarração feitos por mulher feiticeira.
Èbó Epepa: Sacrifício para neutralizar pragas (maldições).
Èbó nifé: Sacrifício para união e harmonia no matrimonio, geralmente é executado com micro incisões no Ori de ambos interessados.
Èbó Awedo: Sacrifício de purificação nas águas de um rio bem limpo.
Èbó Ikuda: Sacrifício para tirar uma pessoa das mãos da Morte (Iku).
Èbó Agberepota: Sacrifício de proteção contra perversidades de Inimigos físicos ou sobrenaturais.
Èbó Aségbe: Sacrifício de proteção pessoal.
Èbó Itá: Sacrifício executado para Ogun e Osanyin no terceiro dia após uma iniciação de Yawo.
Èbó Ìrán: Sacrifício de defesa e ataque.
Èbó Èró Elegun: Sacrifício para acalmar alguém possuído por Orisa.
Èbó Dìde Abiku: Sacrifício para manter um Abiku na Terra (vivo)
Èbó Tabi Ajé: Sacrifício para se tornar uma Iyami.
Èbó Nidosù: Sacrifício pra tornar pessoa um iniciado em Orisa.
Èbó Àwúre: Sacrifício para benefícios.
Èbó Ajeru: Sacrifício para conseguir melhorar as finanças.
Èbó Owonini: Sacrifício para atrair dinheiro.
Èbó Arimolé owo: Sacrifício enterrado para atrair dinheiro.
Èbó Afòran: Sacrifício pra escapar de processos na justiça.
Èbó Isègun Òta: Sacrifício pra vencer Inimigos.
Èbó Ìféran: Sacrifício para conquistar Amizade, atrair Amor, Afeição.
Èbó Irogun: Sacrifício para evitar Confusão, Guerras, Desordem.
Èbó Ayekuro: Sacrifício pra acabar com Azar.
Èbó Awórò: Sacrifício para chamar fregueses.
Èbó Ìfa Ènìyàn: Sacrifício para atrair clientes.
Èbó Ìtaja: Sacrifício para ter sucesso nas vendas em comercio.
Èbó Omobi: Sacrifício para obter fertilidade e filho.
Èbó Ipélaye: Sacrifício para longevidade.
Èbó Ajodarà: Sacrifício para ter Boa viagem.
Èbó Gbéré: Sacrifício de Incisões para penetração do Ashé ou para proteção.
E ainda outros…

O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.

Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

Orixá Ogum


Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.
Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.
O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa. Enfocado como arquétipo, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.

O Físico e o Temperamento
O filho e a filha de Ogum são geralmente magros e altos (pode haver exceções). Apesar de ser um pouco tímido e discreto quase nunca passa despercebido.
O temperamento reflete o vigor físico do filho de Ogum: ele está sempre em atividade, é determinado e criador. O espírito de competição é evidente e a impaciência e as frustrações ao perder criam mais incentivo para ele seguir em frente.
Ele não reflete sobre os riscos de uma ação, pois é impetuoso e impulsivo e está sempre travando batalhas.
Sem o impulso e a coragem de Ogum a humanidade demoraria muito para alcançar o progresso; é ele o desbravador, aquele que abre o caminho para quem vem atrás. Moisés é uma personalidade típica de Ogum: a sua ira ao quebrar as tábuas da lei divina, a coragem para dirigir seu povo numa viagem para o desconhecido, o poder a ele atribuído de abrir caminhos são atributos de um homem de Ogum.
Como todo homem possui seus defeitos o filho de Ogum considera apenas o seu próprio ponto de vista, seguir metas que lhe são importantes sem considerar todos os que direta ou indiretamente estão envolvidos com ele.
Os desafios aguçam o espírito combativo de Ogum e o modo dele utilizar a sua força pode parecer, aos olhos de quem não o compreende bem, altivez e arrogância.
Qualquer forma de limite representa uma prisão para uma pessoa regida por Ogum. Ele precisa se enxergar livre para ir e vir á sua vontade, não consegue expandir sua alegria, força e energia em um ambiente restritivo e sempre igual. A novidade serve de estímulo à ação.
Com capacidade de liderar e coragem suficiente para enfrentar qualquer missão, consegue reunir a sua volta pessoas que colaboram com ele por prazer sentindo-se revitalizadas pelas qualidades magnéticas e energéticas dessa personalidade tão forte.
Sem aceitar palpites no que faz , ele é franco e rude ao impor a sua vontade aos seus subordinados. É capaz de castigar prontamente qualquer falha , mas seu perdão vem depressa e logo pede desculpas quando se excede no seu comportamento.
Gosta da verdade acima de tudo, nunca fala por trás de alguém, suas críticas são abertas, pois detesta dissimulação.

Amor e Casamento
Quem consegue cativar e manter junto a si um filho de Ogum tem o privilégio de saber que jamais será enganado. Nunca ouvirá desculpas esfarrapadas para explicar onde ele esteve ou o que fez. O filho de Ogum não mente, ele diz a verdade espera ser acreditado, qualquer duvida irá ofendê-lo.
Quando um filho de Ogum encontra uma pessoa de temperamento cordato, porém que possua opiniões fortes e próprias ele fica feliz. Se essa pessoa souber se manter equilibrada na difícil corda bamba que é agradar sem ceder, ela conseguirá manter o relacionamento vivo.O filho de Ogum não gosta de pessoas sem idéias próprias, vai querer para companheiro(a) alguém que as possua em quantidade, mas que também saiba expô-las de modo especial.

Saúde
A saúde de um filho de Ogum é boa, ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os seus pontos fracos são as articulações, as dores de cabeça, as febres fortes.
Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso, é muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação de parar para se refazer.
Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.
As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingi-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.

O Homem de Ogum
Ele é confiante ,entusiasmado, generoso,solidário, enérgico, ousado, ativo em seu lado positivo e pode também ser intolerante, violento, impulsivo, obstinado, egoísta e exigente em seu lado negativo.

A mulher de Ogum
Elas são  sinceras, encantadoras, vigorosas, corajosas, entusiasmadas, românticas que são qualidades que excedem seu lado negativo já que ela também pode ser mandona, irritada e impulsiva.

LENDA DE NZAZI

Nzazi era muito voluntarioso e mantinha a ordem no seu reino pela violência. O povo não gostava disso. Com as visitas de Lemba os conselhos que ele dava, Nzazi ficou menos violento. O reino prosperou muito. Nzazi tinha em seu reino muitos cavalos e carneiros, que eram a sua predileção. Um dia ele saiu com seus homens para conquistar novas terras, e na sua ausência os carneiros foram roubados, e os que restaram foram mortos.
Sabendo do ocorrido Nzazi voltou correndo, mas só escapou um casal de carneiros. Ele os levou para o reino de Lemba, no céu (duilo),e pediu-lhe que cuidasse deles, e partiu atrás dos ladrões.
Nzazi passou muito tempo procurando os ladrões, e chegou ao alto de uma montanha que cuspia fogo, onde encontrou Uiangongo, aquele que tinha o poder do fogo. Este lhe deu um pó mágico para combater os ladrões, quando os encontrasse. Passado algum tempo Nzazi achou os ladrões de seus carneiros, e lançou sobre eles o pó mágico. Este se transformava em lava incandescente, e acabou com todos os bandidos.
Acontece que enquanto Nzazi procurava os ladrões, às vezes ele ouvia um ruído vindo do céu, "kabrum, kabrum"...
A cada dia o ruído era maior e mais freqüente.
Após acabar com os ladrões Nzazi foi ao reino de Lembapara pegar seus dois carneiros de volta.
Chegando lá, Lemba explicou que devido à demora de Nzazi os carneiros haviam procriado e se multiplicado, e que o barulho dos chifres deles lutando uns com os outros se ouvia em toda parte , "cabruuummm, cabruummm".
Nzazi levou os carneiros de volta, mas Lemba explicou que eles não  poderiam mais ser comidos, pois haviam sido criados no céu.
Nzazi concordou, e deu a Lemba um casal de carneiros como presente. 

Por isso até hoje escutamos ruídos vindos do céu, "cabruumm, cabruuumm".
De volta ao seu reino Nzazi explicou ao povo que aquele animal agora era sagrado e não poderia mais ser comido.
Contou suas aventuras em busca dos ladrões, mas como muitas pessoas
se interessaram pelo pó mágico ele, com medo de ser roubado,
resolveu guardá-lo em lugar seguro, e engoliu o pó.
 A partir desse dia começou a soltar fogo pela boca, e queimou todo o reino
com pedras incandescentes.
 Teve que se isolar, pois se ficasse zangado começava a cuspir fogo.
 Só aparecia quando o povo estava em perigo e o chamava. 
Ele então arrasava os exércitos inimigos com suas pedras incandescentes.
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